Certa noite fui apresentada à uma fada madrinha. Encantada, que me deu vida, coração e alma. Sou real, humana. Não sou mais de porcelana, apesar de, ainda, ser frágil. Queria, sinceramente, ter virado a boneca assassina. Assassinar-te, desmontar uma por uma, todas as suas bonecas preferidas. Com tantas crianças, sem terem com o que brincar. Fui deixada lá, empoeirada.

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